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Sete anos no sertão

No dia 22 de Setembro de 2004, há sete anos atrás, este que aqui escreve tomava posse como professor na Universidade Federal do Vale do São Francisco, UNIVASF. Interessante pois era uma universidade sem prédios, sem salas de aulas e sem alunos. . .
Sete anos. Neste tempo tivemos que morrer para alguns sonhos, criar outros. Homens sem sonhos são zumbis. Muitos companheiros daquela data já se foram. Outros chegaram. Histórias "novas" sempre aparecem, no entanto soam como filmes repetidos. . . "não há nada de novo debaixo do sol", Eclesiastes.
O sertão mudou muito num curto intervalo de tempo. Apesar das cidades de Juazeiro/Petrolina serem planas, fato que me surpreendeu quando aqui cheguei, os emergentes se deslocam individualmente com veículos que mais parecem tanques de gerra. Deve ser para se proteger do sol, ou sei lá, algum símbolo de poder (!). O fato é que precisamos de gente de fora para dizer que, por exemplo, necessita-se de um calçadão no centro de Juazeiro!
Com o passar do tempo vamos nos acostumando com o brilho do sol. Este que sempre reina, marca registrada do sertão. O brilho e beleza do astro rei é uma compensação para as adversidades causadas, em muitos casos, pela natureza humana . . .

E assim mais um ciclo termina, o sete é um número cabalístico: sete dias da semana; sete cores do arco iris, etc. Enfim, tudo tem seu tempo, e não somos os mesmos de sete anos atrás.


E Paz na Terra.

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